segunda-feira, 30 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Comunicado da AGES
Comunicado da AGES sobre polêmica envolvendo Gabriel O Pensador
22/04/2012 /
AGES - Associação Gaúcha de Escritores
COMO SE FAZ UMA FEIRA DE LIVROS.
Gabriel O Pensador receberá, alardeia a mídia, 170 mil reais para ser patrono de uma feira de livro municipal. E aquilo que poderia ser visto como a valorização de um escritor apenas aponta para algo que já vem ocorrendo há muito tempo nas feiras de livro que povoam nosso estado: patronos midiáticos concedem maior possibilidade de que os meios de comunicação voltem seus holofotes para tais eventos. Alguns convidados ganham muitos, outros quase nada. Os motivos para tal diferenciação são os mais variados possíveis. Gabriel é, portanto, apenas mais um. Mas não o único a lucrar por ter sua figura mais explorada que aqueles que “apenas” escrevem. Gabriel canta, dança, produz shows, escreve livros. A maioria dos escritores, todavia, apenas escrevem. E, por só fazerem isso, não conquistam espaço nos programas de auditório da vida, e por só fazerem isso, não recebem cachês milionários. Ao contrário. Não estranha que Gabriel cobre 170 mil para ser homenageado. Cada um cobra o que quer pelo seu trabalho. O problema maior é quem paga uma exorbitância, a fim de que seu município possa ficar sob os holofotes.
Quem dera as feiras se preocupassem em formar leitores, quem dera verbas públicas remunerassem escritores, mas também abastecessem as bibliotecas municipais, escolares e familiares com livros. Só assim estaríamos formando uma geração mais leitora. Todavia, criar cidadãos-leitores não fará com que todos vibrem, cantem e dancem. A literatura não é tão bombástica; é mais silenciosa, menos espetacular. Há uma tremenda inversão de valores. A prática contradiz os objetivos. Escritores existem aos montes. Muitos deles com capacidade para atrair a atenção dos frequentadores de uma feira de livro, fazendo-os, através de depoimentos de vida e de leitura, potencializar desejos de mais e mais livros. É isso que deveria se pretender quando se resolve realizar uma feira literária: não apenas vender livros ou oportunizar shows de grandes astros.
O contato entre autores e leitores, mediados pela leitura do livro (objeto que o poder público poderia adquirir com valores empregados em contratações de astros), é o que se deve promover. Esses encontros é que de fato poderão capacitar crianças, jovens e adultos para que possam desenvolver uma prática leitora crítica e libertária. Escritores, para quem ainda não sabe, são pessoas que escrevem. E, por escreverem, merecem o respeito de quem é um trabalhador da palavra, devendo, portanto, ser remunerado por isso. Uma remuneração digna, que passa, sem dúvida, pela aquisição de sua obra para que, de fato, um município possa, através de suas feiras de livro - mais do que propiciar momentos espetaculares - promover a leitura, finalidade maior de qualquer estadista que queira uma sociedade cidadã. Uma feira de livro se faz com leitores e com escritores.
Uma feira de livro se faz tratando seus contratados com igualdade. Uma feira de livro se faz destinando o dinheiro público ao seu objetivo maior: formar leitores; promover o acesso aos livros e a discussão em torno deles; qualificar mediadores de leitura através de oficinas, de palestras, de mesas-redondas. Uma feira de livro se faz com livros. É isso que a Associação Gaúcha de Escritores defende. E ponto.
Diretoria da AGES: Associação Gaúcha de Escritores
AGES - Associação Gaúcha de Escritores
COMO SE FAZ UMA FEIRA DE LIVROS.
Gabriel O Pensador receberá, alardeia a mídia, 170 mil reais para ser patrono de uma feira de livro municipal. E aquilo que poderia ser visto como a valorização de um escritor apenas aponta para algo que já vem ocorrendo há muito tempo nas feiras de livro que povoam nosso estado: patronos midiáticos concedem maior possibilidade de que os meios de comunicação voltem seus holofotes para tais eventos. Alguns convidados ganham muitos, outros quase nada. Os motivos para tal diferenciação são os mais variados possíveis. Gabriel é, portanto, apenas mais um. Mas não o único a lucrar por ter sua figura mais explorada que aqueles que “apenas” escrevem. Gabriel canta, dança, produz shows, escreve livros. A maioria dos escritores, todavia, apenas escrevem. E, por só fazerem isso, não conquistam espaço nos programas de auditório da vida, e por só fazerem isso, não recebem cachês milionários. Ao contrário. Não estranha que Gabriel cobre 170 mil para ser homenageado. Cada um cobra o que quer pelo seu trabalho. O problema maior é quem paga uma exorbitância, a fim de que seu município possa ficar sob os holofotes.
Quem dera as feiras se preocupassem em formar leitores, quem dera verbas públicas remunerassem escritores, mas também abastecessem as bibliotecas municipais, escolares e familiares com livros. Só assim estaríamos formando uma geração mais leitora. Todavia, criar cidadãos-leitores não fará com que todos vibrem, cantem e dancem. A literatura não é tão bombástica; é mais silenciosa, menos espetacular. Há uma tremenda inversão de valores. A prática contradiz os objetivos. Escritores existem aos montes. Muitos deles com capacidade para atrair a atenção dos frequentadores de uma feira de livro, fazendo-os, através de depoimentos de vida e de leitura, potencializar desejos de mais e mais livros. É isso que deveria se pretender quando se resolve realizar uma feira literária: não apenas vender livros ou oportunizar shows de grandes astros.
O contato entre autores e leitores, mediados pela leitura do livro (objeto que o poder público poderia adquirir com valores empregados em contratações de astros), é o que se deve promover. Esses encontros é que de fato poderão capacitar crianças, jovens e adultos para que possam desenvolver uma prática leitora crítica e libertária. Escritores, para quem ainda não sabe, são pessoas que escrevem. E, por escreverem, merecem o respeito de quem é um trabalhador da palavra, devendo, portanto, ser remunerado por isso. Uma remuneração digna, que passa, sem dúvida, pela aquisição de sua obra para que, de fato, um município possa, através de suas feiras de livro - mais do que propiciar momentos espetaculares - promover a leitura, finalidade maior de qualquer estadista que queira uma sociedade cidadã. Uma feira de livro se faz com leitores e com escritores.
Uma feira de livro se faz tratando seus contratados com igualdade. Uma feira de livro se faz destinando o dinheiro público ao seu objetivo maior: formar leitores; promover o acesso aos livros e a discussão em torno deles; qualificar mediadores de leitura através de oficinas, de palestras, de mesas-redondas. Uma feira de livro se faz com livros. É isso que a Associação Gaúcha de Escritores defende. E ponto.
Diretoria da AGES: Associação Gaúcha de Escritores
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Curso: “A importância da narração de histórias nos espaços de aprendizagem”
Período: 02 a 25 de maio nas quartas e sextas-feiras das 19h as 21h30.
Ministrante: Rosane Castro
PROPOSTA: Abordar a importância da narração de histórias nos espaços de aprendizagem. Qual a contribuição na formação do indivíduo, e como a narração de histórias pode ser uma grande incentivadora da leitura.
INVESTIMENTO: R$ 120,00 ou 2 cheques de R$ 60,00.
Reservas e inscrições na Biblioteca através do telefone: (51) 32257089 ou e-mail:bibliotecaluciliaminssen@gmail.com

Rosane Castro
Arte-educadora, contadora de histórias, produtora de eventos
(051) 82142449/ 81903757
quinta-feira, 26 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Painel promovido pela AEILIJ/RS, na Semana do Livro
O tema abordado no Painel - Autonomia e complementaridade do texto e da ilustração no livro infantil e juvenil - teve muita receptividade do público que compareceu na noite de 18 de abril, na Biblioteca Lucília Minssen.
Embora não se possa classificar por conclusões, até porque nem tudo é conclusivo a propósito do tema, muitos depoimentos, experiências e informações foram acrescentados à questão do texto e da ilustração, o que, certamente, proporcionou novos olhares e novos posicionamentos a cada um dos participantes.
As fotos registram momentos da mesa com apresentação de trabalhos e exposição de obras de associados que circularam ao final do evento.
Embora não se possa classificar por conclusões, até porque nem tudo é conclusivo a propósito do tema, muitos depoimentos, experiências e informações foram acrescentados à questão do texto e da ilustração, o que, certamente, proporcionou novos olhares e novos posicionamentos a cada um dos participantes.
As fotos registram momentos da mesa com apresentação de trabalhos e exposição de obras de associados que circularam ao final do evento.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
O Discussões está de volta!
D!SCUSSÕES
AEILIJ
Espaços de Leitura em Diferentes Cenários Escolares
Provocadores: Sonia Rosa e Sônia Travassos
Mediadora: Anielizabeth
Dia 23/04, às 15 horas
Local: Auditório do XIV Salão do Livro FNLIJ para Crianças e Jovens
domingo, 15 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Informação
ENCONTRO DE PROFESSORES DE LITERATURA PARA DEBATER O ENSINO NA ÁREA
QUEM: PARA os professores de literatura, tanto os que são professores da disciplina autônoma, no Ensino Médio ou Superior, quanto os colegas que lecionam literatura com língua, no Ensino Médio ou no Fundamental, e igualmente os interessados em geral, como alunos.
O QUÊ: uma reunião preliminar, de cerca de duas horas de duração, para discutir o que está acontecendo com o ensino de literatura na escola hoje. Não queremos falar apenas de vestibular, nem só do ENEM, nem só do programa do concurso para o magistério estadual, embora tudo isso esteja no nosso horizonte.
O TEMA É: o que fazer com o ensino de literatura na conjuntura atual, pensando a coisa não academicamente, mas politicamente – este advérbio é o nosso foco. Queremos discutir a necessidade de alguma organização nossa, por menos formal que seja, mas que seja capaz de expressar um ponto de vista coletivo, para ser ouvido institucionalmente (nas secretarias, no ministério) e nas mídias públicas (jornais, tevês, rádios, digitais etc).
PROPOSTA: conversar sobre o que tem acontecido, sobre realidades que vivemos, sobre perigos que temos presenciado, sobre forças potenciais que podemos mobilizar, etc.; e que tenhamos, ao final do encontro, ou um manifestozinho (curto, direto ao ponto) ou ao menos um embrião de manifesto, a ser divulgado na sequência.
DINÂMICA: teremos uma mesa diretora, dois ou três, para repartir a palavra e anotar coisas; imagino que a gente possa abrir a palavra inicialmente para uma rodada de depoimentos; e depois encaminhamos deliberações. Nada muito duro, nada muito formal, mas com objetividade e pensando na ação.
QUANDO: neste sábado, 14/04/2012, às 10h, no Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues, Av. Erico Verissimo, 307 (esq. com Av. Ipiranga), em Porto Alegre - RS.
--LUÍS AUGUSTO FISCHER
COM O APOIO DOS PROFESSORES:
Daniel Weller
Pedro Gonzaga
Guto Leite
Homero Vizeu Araújo
Segius Gonzaga
Flavio Azevedo
Paulo Seben
Jane Tutikian
Antonio Sanseverino
Gabriela Luft
Karina Lucena
Carla Vianna
Marcelo Frizon
e outros...
QUEM: PARA os professores de literatura, tanto os que são professores da disciplina autônoma, no Ensino Médio ou Superior, quanto os colegas que lecionam literatura com língua, no Ensino Médio ou no Fundamental, e igualmente os interessados em geral, como alunos.
O QUÊ: uma reunião preliminar, de cerca de duas horas de duração, para discutir o que está acontecendo com o ensino de literatura na escola hoje. Não queremos falar apenas de vestibular, nem só do ENEM, nem só do programa do concurso para o magistério estadual, embora tudo isso esteja no nosso horizonte.
O TEMA É: o que fazer com o ensino de literatura na conjuntura atual, pensando a coisa não academicamente, mas politicamente – este advérbio é o nosso foco. Queremos discutir a necessidade de alguma organização nossa, por menos formal que seja, mas que seja capaz de expressar um ponto de vista coletivo, para ser ouvido institucionalmente (nas secretarias, no ministério) e nas mídias públicas (jornais, tevês, rádios, digitais etc).
PROPOSTA: conversar sobre o que tem acontecido, sobre realidades que vivemos, sobre perigos que temos presenciado, sobre forças potenciais que podemos mobilizar, etc.; e que tenhamos, ao final do encontro, ou um manifestozinho (curto, direto ao ponto) ou ao menos um embrião de manifesto, a ser divulgado na sequência.
DINÂMICA: teremos uma mesa diretora, dois ou três, para repartir a palavra e anotar coisas; imagino que a gente possa abrir a palavra inicialmente para uma rodada de depoimentos; e depois encaminhamos deliberações. Nada muito duro, nada muito formal, mas com objetividade e pensando na ação.
QUANDO: neste sábado, 14/04/2012, às 10h, no Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues, Av. Erico Verissimo, 307 (esq. com Av. Ipiranga), em Porto Alegre - RS.
--LUÍS AUGUSTO FISCHER
COM O APOIO DOS PROFESSORES:
Daniel Weller
Pedro Gonzaga
Guto Leite
Homero Vizeu Araújo
Segius Gonzaga
Flavio Azevedo
Paulo Seben
Jane Tutikian
Antonio Sanseverino
Gabriela Luft
Karina Lucena
Carla Vianna
Marcelo Frizon
e outros...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Entrevista com Jacira Fagundes no AG
UMA ENTIDADE QUE REÚNE ESCRITORES E ILUSTRADORES
Este o titulo da coluna de Marcelo Spalding no site Artistas Gauchos, que apresenta entrevista realizada com Jacira Fagundes.
Na entrevista, respondo a questões relacionadas às ações da AEILIJ a nível nacional e estadual, do papel de ilustradores e escritores no momento atual e do processo que desenvolvi na criação de meu juvenil mais recente - Mania de Gavetas.
Leiam a entrevista na íntegra no site artistasgauchos.com.br.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Carta à Exma. Sra. Ana de Hollanda, Ministra da Cultura
Exma. Sra. Ana de Hollanda,
Ministra da Cultura,
Nós, da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, AEILIJ, vimos por meio desta, tornar público o nosso repúdio a qualquer alteração na lei de Direito Autoral que prejudique o direito, garantido pela Constituição Federal, do criador sobreviver com os frutos de seu trabalho.
Embora a versão do projeto de reforma da LDA que se encontra na Casa Civil não tenha sido disponibilizada ao público, a todo o momento surgem notícias na imprensa de que várias formas de utilização não autorizada pelos autores poderão ser permitidas por lei, o que é motivo de insegurança para todos nós. A liberação de cópias integrais de obras para fins “educacionais”, por exemplo, fere o direito do criador, uma vez que, diferente do que tem sido dito, é uma fonte geradora de proventos financeiros para todos aqueles envolvidos no processo, à exceção do próprio criador.
O compartilhamento gratuito de cópias digitalizadas na internet, apesar da boa intenção do usuário, certamente prejudicará as vendas dos livros, como já foi visto na indústria fonográfica. Requeremos atenção especial a este caso, e que qualquer solução apresentada seja antes discutida com os autores, em vez de imposta em forma de lei.
Entendemos que o objetivo deste ministério é incentivar a produção artística e cultural do país, mas lembramos que, para isto, são necessários criadores. Retirada, através da liberação de formas de utilização não autorizada, a possibilidade de sobrevivência através da exploração econômica do seu trabalho, restará aos criadores apenas a discutível alternativa do mecenato (que a História nos mostra, sempre foi um grande limitador da liberdade artística).
Para incentivar a produção de cultura é necessário proteger o autor original. Este é nosso desejo, este é nosso direito.
Atenciosamente,
Hermes Bernardi Jr.
Presidente
AEILIJ – Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil
www.aeilij.org.br
Dia Internacional do Livro Infantil
Queridos, todos,
Felicidades a todos pelos dia de hoje! Que o respeito ao nosso ofício seja a pauta dos nossos pensares e fazeres, sempre. Se assim for, quem ganha é o leitor.
--
Hermes Bernardi Jr. e Sandra Pina Presidente e vice-presidente Visite o site da entidade http://www.aeilij.org.br
Assinar:
Postagens (Atom)