segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Exposição de Ilustrações e Minibiblioteca Itinerante

                                                 

                                                   Relação dos Escritores e Ilustradores que participarão da
                                                     Exposição de Ilustrações e Minibiblioteca Itinerante
                                                      no Projeto "Tecendo Histórias, Traçando Ideias"
                                                            da 1ª Coordenadoria Regional de Educação


     CARLA PILLA
     CATHERINE DE LEON
     CELSO SISTO
     FERNANDA PEDRAZZI
     HERMES BERNARDI JR.
     JACIRA FAGUNDES
    JORGE HERRMANN
    JORGE LUIS MARTINS
    LEILA PEREIRA
    LETÍCIA MOLLER
    LIZA CALDEIRA PETIZ
    MAÍRA SUERTEGARAY
    MARION CRUZ
    MARÔ BARBIERI
    MARTINA SCHREINER
    MONIKA PAPESCU
    NILVA FERRARO
    PAULA MASTROBERTI
    ROSANE CASTRO
    VLADI ARAÚJO


domingo, 20 de janeiro de 2013

Novo VICE-VERSA abre 2013





Neste 1º Vice-versa de 2013, Gláucia de Souza – escritora – e Carla Pilla – ilustradora – nos contam suas trajetórias e traçam um paralelo entre o trabalho com o texto e com a ilustração.
Gláucia vem do Rio de Janeiro. Reside em Porto Alegre desde 1994. Autora de vários livros e muitas vezes premiada. Carla é ilustradora de livros infantis e infantojuvenis desde 2008.
Viveu por dois anos no Rio de Janeiro e atualmente está de volta a Porto Alegre."




Carla pergunta. Gláucia responde.

Carla -  Quando criança, você já inventava histórias? Quando nasceu a coceirinha de colocar a imaginação no papel?

Gláucia - Na verdade, eu não inventava bem histórias, mas gostava de as ouvir. Eu costumava inventar poemas, porque achava que era uma brincadeira bem divertida procurar pelos sons das palavras e ver como eles se combinavam. Nasci numa época em que a escola não proporcionava muitas situações de vivência artística para as crianças (aulas de Artes em geral). Assim, todas as vezes que eu podia, e que a professora pedia para levar um poema, eu escrevia um eu mesma. Também escrevia outros para as pessoas da minha família, quando queria dar um presente para elas. Aos poucos, essa coceirinha foi se tornando um coceirão e vi que, se não tinha parado de escrever, talvez pudesse querer ser escritora! Gostava muito de ouvir as histórias da Coleção Disquinho (além das histórias lidas e contadas pela minha família), que eram histórias em versos e musicalmente ricas. Muitas tinham arranjos de Radamés Gnatalli, conhecido músico, compositor e maestro.

Carla -  Você viveu sua infância e adolescência no Rio de Janeiro. Como
escritora, o que acredita que trouxe na bagagem para Porto Alegre?

Gláucia - Trouxe na minha bagagem a minha infância, a minha adolescência e algo da minha juventude. Eu me graduei no Rio e também lá fiz mais outros estudos. Comecei a ser professora e a escrever. Mas o que mais me marcou, como acho que à maioria das pessoas, foi a infância.  Trouxe na minha bagagem de infância, os blocos de rua de Vila Isabel durante o carnaval. As caminhadas que dava por esse bairro com minha família. Os passeios que fazia de bicicleta pelas ruas do Grajaú, em cujas calçadas caíam tamarindos e tamarindos. As visitas à Biblioteca do bairro... As brincadeiras na vila em que morava: andar de patins, brincar de pique e tantas coisas mais. Também tenho lembrança de um Rio de Janeiro mais tranquilo, em que as pessoas deixavam as portas de suas casas abertas e se sentavam para conversar. Acho que todas essas imagens vêm sempre juntas às cantigas e às brincadeiras de rua que fazíamos na escola. De certa forma, essas lembranças sonoras são um pré-nascimento da poesia entre as crianças. Comigo também foi uma iniciação poética.

Carla -  Você publicou seu primeiro livro há uns 15 anos, certo? De lá pra
cá, como foi sua trajetória no mundo dos livros infantis?

Gláucia - Como a de todos os que trabalham com livro: trabalho, trabalho, trabalho. Escrita e reescrita. Leitura, troca de ideias... E os momentos mais especiais: os de conversar com os leitores (grandes e pequenos) e de ver se o que se trabalhou deu fruto. Ouvir as críticas e retornar para trabalhar mais um pouco! Organizar esse tempo para quem não é só escritora se torna um tanto difícil, mas possível, pelo menos até agora...

Carla -  Além de escritora, você participa de diversas atividades vinculadas
ao livro. Pode nos contar quais são elas?

Gláucia - Sim, como sou professora também, sempre procuro atuar na formação de leitores. Trabalho a quase vinte anos no Colégio de Aplicação da UFRGS, que tem como proposta, assim como toda a Universidade, não só o ensino , mas a pesquisa e extensão. Através da UFRGS, venho tendo a oportunidade de fazer várias parcerias, dentre elas a que temos já há anos com a Câmara Rio-Grandense do Livro. O curso “Tessituras: formação de mediadores de leitura”, por exemplo, já está na quarta edição, três das quais em parceria conosco. Também já estivemos em Arroio dos Ratos, a convite da Secretaria de Educação e Cultura, para a formação de um conselho de leitura. Fora isso, através da pesquisa, tive oportunidade de investigar sobre as possibilidades de proporcionar aos estudantes situações de leitura e de criação de poesia. Como autora, fico muito contente por poder participar de diferentes programas de leitura: Adote um Escritor,  Fome de Ler, Lendo pra Valer, LeiturAção, Conversando com o Autor, Caravana da Leitura etc. Tenho conhecido muitas escolas, com seus professores, funcionários, estudantes e familiares, todos envolvidos na tarefas de fomentar a leitura. Também tenho visitado feiras de livros, inclusive tendo a alegria de ser convidada a ser Patrona de duas: em Morro Reuter e em Arroio dos Ratos. Há também as comunidades escolares das EMEFs Pastor Frederico Schasse (em Morro Reuter) e Dr. Mário Sperb (em Dois Irmãos) que me homenagearam dando o meu nome a suas bibliotecas. Sempre que posso, vou a essas escolas, por ocasião das suas feiras literárias. Todos esses momentos de interação com os leitores são muito ricos e me alimentam, tanto como autora, quanto como professora.


Carla -  Gláucia, nos fale mais sobre seu envolvimento com o Traçando Histórias.

Gláucia - Essa é mais uma das parcerias que temos com a Câmara Rio-Grandense do Livro. Como a Traçando Histórias é um evento consagrado nacionalmente no meio da Ilustração, são vários os ilustradores que vêm a Porto Alegre para esse evento, que é bienal. Então, surgiu a ideia de, em parceria com a Câmara, proporcionar o encontro desses profissionais com mediadores de leitura (professores, bibliotecários, estudantes, interessados em geral). Assim, pensamos que esses mediadores de leitura, ao conhecer a prática e as reflexões dos ilustradores e seus processos de criação, podem fomentar com mais propriedade a leitura de imagem. Sabe-se que o livro endereçado à infância é cada vez mais um gênero híbrido, feito a, no mínimo, quatro mãos: as do escritor e as do ilustrador. Ambos são igualmente autores desses livros. Como quem ajuda na coordenação dessa Programação Paralela à Traçando Histórias, também eu, escritora, enriqueço minhas leituras e penso em como minha prática de escrita dialoga com a de criação de imagens dos meus colegas. Minha função na Programação Paralela é ajudar na organização do evento e na sua realização, tornando possível, assim, a parceria entre a instituição que represento (CAp UFRGS) e a Câmara Rio-Grandense do Livro.



Gláucia pergunta. Carla responde.


Gláucia -  Sabemos que a formação de um ilustrador não ocorre através de um curso específico, mas da busca pessoal de artistas com diferentes formações. Como você descobriu que queria ser ilustradora? Como foi sua formação enquanto ilustradora?

Carla - Sempre gostei de desenhar e, quando criança, fui uma leitora voraz de livros infantis. Não acho que um dia me descobri ilustradora, mas sim que um dia resolvi assumir esse caminho. 
Gostava de Artes Plásticas, mas achava que deveria fazer uma faculdade com mais mercado de trabalho. Acabei me formando em Publicidade e Propaganda e trabalhei por alguns anos como web designer, sempre levando a ilustração como uma atividade paralela. Quando assumi a gerência de projetos da empresa, passei a sentir muita falta de exercer meu lado criativo, e acabei optando pelo caminho arriscado que por tempos adiei: a ilustração como profissão.
O ano da virada foi 2006. Eu já havia cursado Especialização em Expressão Gráfica na PUCRS (aliás, meu trabalho de conclusão foi sobre ilustração de livros infantis), feito diversas aulas de desenho, algumas disciplinas no Instituto de Artes da UFRGS, estudo da figura humana... resolvi abrir uma empresa individual e por a mão na massa. Trabalhei bastante em projetos diversos, fiz muitos contatos, mas o primeiro livro infantil só foi confiado a mim quase um ano depois.
De lá para cá, as portas foram se abrindo. Continuei o aprendizado: um curso de ilustração de livros infantis na Central Saint Martins College of Art and Design, em Londres; aulas de aquarela com Renato Alarcão no período em que morei no Rio de Janeiro; sem falar na troca com colegas da Grafar, SIB e AEILIJ, que também foi fundamental.
Depois de ilustrar mais de vinte livros infantis e infantojuvenis, entre editoras de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, fico feliz em ter seguido meu coração. E pretendo continuar a formação, aprendendo sempre! Se minha paixão é trabalhar com ilustração, as novas técnicas, experiências e descobertas são o que mantém a chama acesa!

Gláucia -  Ao pegar um texto para ilustração, como ocorre o seu processo de composição das imagens do livro? Você costuma criar as ilustrações apenas, ou também os projetos gráficos?

Carla - Cada texto tem seu ritmo, sua personalidade, e na leitura eu já vou visualizando cores, formas, sutilezas... 
Como trabalho com alguns traços e técnicas diversos, sugiro alguns caminhos com base em meu portfólio e procuro sempre saber se existe alguma preferência da Editora ou mesmo do autor. Troco algumas ideias: vamos fazer o livro em aquarela? Vamos usar colagem?
Em alguns casos faço apenas as ilustrações, em outros o projeto gráfico completo. Gosto quando tenho liberdade de decidir se uma frase vai aqui ou na página seguinte, se uma área fica em branco... a distribuição do texto e das imagens nas páginas também é uma forma de narrativa. Se não tenho essa possibilidade, peço o boneco do livro e procuro pensar em ilustrações que aproveitem bem as áreas disponíveis.
Então mergulho na imaginação, faço esboços, pesquisas, me empolgo e me perco nas horas do dia... até chegar a um boneco com a aplicação de todos os esboços da ilustração. Os esboços aprovados vão para a mesa de luz servir de base para as ilustrações finais. Aí me empolgo e me perco nas horas de novo, manchando as unhas de cola e tinta...


Gláucia - Você tem belos trabalhos de ilustração no Caderno Donna, para a coluna de Martha Medeiros. Nas páginas dessa coluna, você tem de se expressar através de uma imagem (ou conjunto de imagens) em um curto espaço de tempo. Como é o seu processo de criação de ilustrações para as crônicas de Martha Medeiros. 



Carla- Trabalhar com jornal é um processo bem mais dinâmico! Recebo o texto com alguns dias de antecedência, mas tenho por volta de 24 horas para preparar a ilustração. Procurei criar um estilo para ilustrar as crônicas usando o traço das personagens, a técnica de aquarela e os “cordões literários”. Além de definirem uma identidade visual para as páginas, esses elementos servem para mim como guias iniciais.
Uma das características da página da Martha é a liberdade na diagramação. Então, sempre me informo se o anúncio da página vai ser horizontal ou vertical (o que altera a área disponível para o texto e ilustração), e procuro elaborar um esboço que aproveite a área de forma divertida ou inusitada. Troco ideias com a diagramadora; simulamos a aplicação da ilustração na página e muitas vezes fazemos ajustes para deixar mais harmônico. A partir do esboço ajustado, faço a ilustração final em caneta e aquarela, ajusto alguns detalhes por computador e pronto!


Gláucia - No seu ponto de vista, qual o papel da ilustração em um livro endereçado ou não à infância?

Carla - Nossa, poderia responder essa pergunta por diversos ângulos... vou escolher um só, tá bom?
Acredito que, assim como aprendemos a ler, também aprendemos a ver. Em um livro, tanto texto quanto ilustração, contribuem para o entendimento de um assunto, para levantar questionamentos ou atiçar a imaginação. Assim como a criança vai desenvolvendo a capacidade de leitura  e compreendendo textos cada vez mais complexos e abstratos, ela também desenvolve a capacidade de “ler imagens” em diversos níveis, desde bebê até a adolescência. Mas isso pode e deve ser estimulado. Uma criança que cresce cercada por bons livros, com ilustrações caprichadas e variadas, tem chances de se tornar um adulto mais criativo, com mais capacidade de abstração, que compreende um pouco melhor o mundo que o cerca e consegue saboreá-lo com seus olhos.


Gláucia - Você está desenvolvendo novos projetos para esse ano? Conte para nós um pouco sobre eles.

Carla - Após quase três meses sem desenhar em função de uma clavícula quebrada, estou cheia de trabalho e feliz da vida! Tenho em produção dois livros infantis: “Buuu, Bruxas”, que será o quarto livro que ilustro para a autora Lisete Johnson, e “As Aventuras dos Irmãos Miguel”, primeiro livro que ilustro para a Global. Para a Feira do Livro de Porto Alegre devo ilustrar também o segundo livro da Coleção Primeiras Aventuras, da Editora Cassol.
Se os ventos forem favoráveis, este ano se inicia também a produção da série de animação Bolota & Chumbrega, da qual sou co-autora e diretora de arte. Já produzimos um piloto do desenho animado em 2010, e recentemente ele foi selecionado pela Ancine para a produção de mais 12 episódios. Estamos esperando a liberação para iniciar uma correria boa, que deve envolver toda uma equipe de artistas e animadores por pelo menos um ano.


Além disso, planejo publicar o primeiro livro de tiras com meus personagens Pelica e Felpudo, do Filé de Gato. As tiras completam três anos em abril de 2013, e já foram publicadas na Zero Hora e revistas especializadas. Está na hora de virarem livro, com direito a material inédito e outros filezinhos. Só que, como todo projeto mais autoral, muitas vezes falta tempo para produzir... será que dá?













quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Edital de Exposição de Ilustrações e Mini-Biblioteca Itinerante





A 1ª Coordenadoria Regional de Educação do Estado do Rio Grande do Sul - 1ª CRE – criou o Projeto “Tecendo Histórias, Traçando Ideias”, a ser desenvolvido em 2013, que integra um conjunto de ações de incentivo à produção artística no âmbito educacional.
       A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil – AEILIJ/Regional RS – é uma das entidades convidadas a participar do projeto, e para tanto, cria o Edital para participação de seus associados na ação: Exposição de Ilustrações e Respectivas Obras – nos moldes de mini-biblioteca itinerante, nas 11escolas selecionadas pela1ª CRE e na Casa de Cultura Mário Quintana.


EDITAL
Da finalidade:

Escritores e ilustradores associados da AEILIJ-Regional RS, fundamentados na interação entre palavra e imagem de forma abrangente e inclusiva, concorrem para a realização de uma exposição de trabalho literário em LIJ que objetiva:
- assegurar visão completa da obra literária constituída por texto e ilustração
- habituar a comunidade escolar – alunos, pais, professores e comunidade – ao convívio com a literatura, arte e cultura em seu ambiente escolar

Farão parte da exposição:

- Os livros de literatura infantil e juvenil de autoria de escritores associados, inscritos e selecionados
- As ilustrações criadas e publicadas em livro pelos ilustradores associados, inscritos e selecionados
         
- Estão habilitados a participar da exposição de ilustrações e mini-biblioteca itinerante, todos os escritores e ilustradores associados ativos da AEILIJ/ Regional RS.




Da inscrição e seleção dos participantes

1. A participação dos autores de imagem ou de texto será assegurada mediante preenchimento de ficha de inscrição. (anexo 1)
2. Cada escritor de LIJ poderá inscrever de 01 a 03 obras diferentes de sua autoria, de preferência, ilustradas por ilustrador associado ou pelo próprio escritor como ilustrador.

A ficha de inscrição se fará acompanhar de 01 a 03 exemplares de cada obra inscrita. Os livros inscritos não serão devolvidos; serão doados posteriormente, através da 1ª CRE, às bibliotecas das escolas.

Não serão aceitas coletâneas de vários autores de texto.

3. Cada ilustrador de LIJ poderá inscrever de 01 a 03 obras onde conste ser o ilustrador, de preferência, obra de autoria de escritor associado ou de sua própria autoria como escritor.

A ficha de inscrição se fará acompanhar de 01 a 03 exemplares de cada obra inscrita. Os livros inscritos não serão devolvidos; serão doados posteriormente, através da 1ª CRE, às bibliotecas das escolas.

Não serão aceitas coletâneas de vários autores de imagem.

4. O trabalho do ilustrador será restrito a exposição de 01(uma) ilustração já publicada em livro.

5. No caso em que não haja número suficiente de ilustradores habilitados, se recorrerá à seguinte situação:

- Aceitação de ilustração publicada em livro de LIJ por ilustradores não associados, desde que estes se comprometam a associarem-se até a data de 30 de janeiro de 2013.

- As condições expressas nos itens 3 e 4 valem para os ilustradores não associados.

6. As ilustrações deverão ser entregues:

- Em arquivo próprio, em CD, com ficha de identificação à parte (anexo 2) onde conste nome do ilustrador, título do livro e autor do texto, técnica utilizada na ilustração e ano.

- Deverão apresentar resolução mínima de 300 DPI e tamanho proporcional a uma folha A3, com orientação à escolha – vertical ou horizontal.

- Deverão ser entregues no Protocolo da 1ª CRE – Av. Farrapos, 151 – endereçadas ao Departamento Pedagógico – aos cuidados da Assessora Pedagógica Patrícia Langlois

- A impressão e montagem definitiva das ilustrações, em formato único, serão realizadas pela 1ª CRE

Da apresentação da exposição

1. As ilustrações serão apresentadas em formato único, com indicações de nome do ilustrador, título do livro e autor do texto, técnica utilizada e ano

2. A mini-biblioteca itinerante – conjunto das obras selecionadas - ficará disposta nas escolas participantes, de forma segura, em local que ofereça acesso ao manuseio pela comunidade escolar e visitantes e sob total responsabilidade da 1ª CRE.

3. A exposição e a mostra de mini-biblioteca ocorrerão no período de março a setembro de 2013 e terão o caráter itinerante. As apresentações se farão em sequência nas 11 escolas selecionadas pela 1ª CRE e na Casa de Cultura Mário Quintana.

4. Caberá à comunidade escolar, responsabilizar-se pela solenidade de abertura, ações de visitação, estudo e outras atividades a critério da mesma, durante o tempo em que cada escola estará sediando a exposição e a mini-biblioteca itinerante.





Cronograma

Das inscrições:

As inscrições serão feitas através de preenchimento de ficha de inscrição, enviadas por email  a   jamafag@terra.com.br no período de 09 a 18 de janeiro de 2013
As obras inscritas deverão ser entregues e  protocoladas no mesmo período no endereço da 1ª CRE, abaixo indicado

Da seleção:

A seleção dos profissionais inscritos, será realizada no período de 18 a 24 de janeiro. A comunicação dos resultados será postada no blog da AEILIJ Regional na data de 24 de janeiro

Da Entrega das ilustrações:

Não serão recebidos originais. O CD, com arquivo próprio e identificação, deverá ser entregue até a data de 30 de janeiro no seguinte endereço:

1ª CRE - Av. Farrapos, 151, Porto Alegre – Departamento Pedagógico – Aos Cuidados de Patrícia Langlois – Assessora Pedagógica


       
Porto Alegre, 07 de janeiro de 2013

Jacira Fagundes

Coordenadora da AEILIJ-Regional RS
Email: jamafag@terra.com.br
(51) 32333504/ 99547388







EXPOSIÇÃO DE ILUSTRAÇÕES E MINI-BIBLIOTECA ITINERANTE
FICHA de INSCRIÇÃO – anexo  1

AUTOR: __________________________________________________
E-MAIL: _________________________________________________
ENDEREÇO:
Rua _____________________________________________________
 Nº___________________
TELEFONES ______________________ BAIRRO ______________________ CEP __________
 CIDADE ____________________________________

ESCRITOR (  )         ILUSTRADOR (  )

Obra ou obras que deseja inscrever:
_________________________________________    Infantil (  )  Juvenil (  )
__________________________________________  Infantil (  )  Juvenil(  )
 __________________________________________  Infantil (  )  Juvenil(  )
Data da inscrição: _______________________





FICHA DE IDENTIFICAÇÃO – anexo 2

Ilustrador _________________________________________________
Livro ______________________________________________________
Autor _____________________________________________________
Editora _______________________________________________________
Técnica _____________________________________________________

Ano ___________________________________________________






























































quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Feliz Natal




                                      
                                     A AEILIJ- Regional RS deseja a todos seus associados

                                           um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de leituras

                                              que povoem a infância e a juventude com

                                     
                        Letras, Cores e Formas encantadas

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sarau AEILIJ




Vai ser na próxima quarta-feira, dia 05, a partir das 18 horas, na sala Lili Inventa o Mundo, na Biblioteca Lucília Minssen - parceira da AEILIJ-Regional RS - o nosso Sarau de final de ano, encerrando as atividades de 2012.
A proposta é reunir associados e convidados - escritores e ilustradores - num momento descontraído de troca de experiências em LIJ.
Na ocasião, também se fará um balanço das realizações da associação em 2012 e a divulgação de projetos e atividades para 2013.

Associados, compareçam! Tragam seus convidados!

domingo, 25 de novembro de 2012

Lançamento de Cirandas de Villa-Lobos – Reinvenções no dia 26 de novembro



Cirandas - cantigas de roda, infantis, ingênuas e delicadas? Não na concepção de Villa-Lobos, que em sua série "Cirandas" transforma as cantilenas em peças musicais de forte apelo dramático. Em um trabalho pioneiro, reúnem-se a escritora Marô Barbieri, a artista plástica Clara Pechansky, e a pianista Olinda Allessandrini, que reinventam os "Cirandramas" criados por Villa-Lobos, mantendo o mesmo senso estético que norteou o compositor. O grupo lança, no StudioClio, o livro "Cirandas de Villa-Lobos - Reinvenções", peça inspirada no legado de Villa-Lobos e composta por ilustrações, minicontos e CD da obra musical.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Novo VICE-VERSA em tempos de 58ª Feira do Livro



                                                                                                                                                                                                     

       Neste Vice-versa de novembro, contamos com as palavras de Maíra Suertegaray e Letícia Moller.
      Maíra Suertegaray é professora de Geografia, escritora e contadora de histórias. Após desenvolver oficinas e materiais pedagógicos para o ensino de Geografia, a ideia de escrever para o público infantil despertou-a para o universo de LIJ.
       Letícia Moller é advogada e escritora. Embora em meio a três irmãos, encontrou o tantinho de solidão de que precisava para criar seus mundos secretos. E para ler muito.
Ao gosto pela  leitura logo se somou o gosto pela escrita. Hoje tem dois livros infantis publicados.
       Uma e outra nos brindam com ricas experiências no campo da literatura infantil.









Letícia pergunta.  Maíra responde.

    
  Letícia – Maíra, como surgiu o desejo de escrever para crianças? 

Maíra – O desejo surgiu a partir de duas situações que se colocaram na 

minha vida: ser mãe de uma menina pequena (4 anos) muito curiosa e dar 

aula de Geografia para crianças do 6o ano do Ensino Fundamental no 

Colégio de Aplicação da UFRGS. Dandara, minha filha, sempre fazia 

muitas perguntas sobre as coisas que via no seu cotidiano, 

principalmente sobre os fenômenos da natureza. Uma noite, quando eu a 

colocava para dormir, estávamos lendo uma história em que uma menina 

esticava muito os braços para alcançar o Sol. A partir desta cena 

começamos a criar uma outra história. Eu perguntava, Dandara respondia, 

e assim fomos indo. No dia seguinte, a história não saía da minha 

cabeça, então resolvi colocá-la no papel. 
Como professora de crianças menores (faixa etária 11-12 anos), buscava 

novas formas de trabalhar Geografia, formas mais lúdicas, leituras mais 

agradáveis com fantasia e ao mesmo tempo com conteúdo científico. Tive 

muita dificuldade para encontrar materiais. Foi então que estes dois 

caminhos se encontraram: estava ali, na minha frente, uma história 

repleta de elementos geográficos. A história que havia escrito com as 

contribuições da Dandara era uma possibilidade que se colocava para o 

trabalho com os pequenos. A partir daí, minha cabeça começou a 

fervilhar de ideias. Meus alunos fazem perguntas maravilhosas, também 

são minha fonte de inspiração.

     Letícia – Aqui em casa, “Dandara, o Dragão e a Lua” está entre os  

    preferidos do momento. De onde partiu a ideia para a história? 

A tua formação em geografia teve influência na escolha do tema, ou 

foi a Dandara que “determinou” a escolha? Como se deu o processo de

escrita do livro?

Maíra – “Dandara, o Dragão e a Lua” foi a história de que falei antes. 

Surgiu de uma construção feita entre mãe, professora de Geografia e 

filha, menina cheia de perguntas e curiosidades sobre o céu, o Sol, a 

Lua, as nuvens, etc. Depois de escrito o texto base, fui lendo, 

retrabalhando a história e inserindo curiosidades do meu tempo de 

criança, perguntas feitas por mim e meus irmãos. Foi assim que nasceu a 

história de “Dandara, o Dragão e a Lua”, narrativa que fala de uma 

menina curiosa que adora o céu. Por ser muito atenta e observadora, 

descobre muitas coisas mas também tem muitas perguntas... A partir 

desta paixão, Dandara e seu dragão mágico partem para uma viagem pelo 

espaço na busca de trazer a Lua e as estrelas pra seu quarto. Posso 

dizer, então, que esta história tem um pouco dos dois: minha influência 

enquanto professora, mas tem muito mais das curiosidades da Dandara.

Letícia – Compartilhamos a formação acadêmica e a escrita de 

textos científicos. Por isso a minha curiosidade em saber como foi, 

para ti, a migração da linguagem e da forma acadêmicas para o 

universo da literatura e da escrita de narrativas para crianças. No 

teu processo de escrita, a familiaridade com a linguagem 

científica influenciou ou tentou intrometer-se na escrita 

literária, ou elas estavam claramente separadas?

Maíra – Foi difícil no início, pois, a linguagem científica estava 

muito arraigada nos meus textos. Mesmo tendo lido inúmeros livros 

infantis e sabendo como eu gostaria que ficasse a história, meus textos 

eram muito formais e isso me incomodava. Li e reli as versões, 

conversei com outros autores, pedi que outras pessoas lessem o texto e 

me dissessem suas impressões. Foram muitas releituras e muitas limpezas 

do texto até ele ficar pronto. Aprendi a conversar com a ilustração do 

texto, assim poderia suprimir algumas partes que apareceriam nos 

desenhos. Também aprendi que nem tudo precisa ser dito, algumas ideias 

podem ficar por conta da imaginação do leitor. Isso é fantástico, é 

algo inimaginável na linguagem acadêmica, pelo menos na minha área de 

conhecimento. Mas por outro lado, o conhecimento científico contribuiu 

para que eu falasse sobre geografia de outro modo, sem erros 

conceituais, infelizmente muito presentes em livros infantis quando se 

trata de fenômenos da natureza. Aprendi muito neste processo e essas 

aprendizagens me ajudaram nas histórias seguintes. 

Letícia – Quais foram as leituras de infância que mais te 

marcaram? Há algum autor ou obra que seja fonte de inspiração para a 

tua escrita?

Maíra – Quando pequena, lembro dos livros da Eva Furnari, com aquela 

bruxinha maravilhosa que aprontava horrores. Na pré-adolescência eu lia 

muito, era uma das que mais retirava livros na biblioteca. Eu amava os 

livros da Série Vagalume, principalmente aqueles de mistério escritos 

pela Lúcia Machado de Almeida e pelo Marcos Rey. Havia também os livros 

do Pedro Bandeira que narravam as aventuras dos Karas, eu adorava. 
Para escrever as minhas histórias, pesquiso muito, tanto em materiais 

de cunho científico, quanto em outros livros infantis. Leio livros que 

tratam de temas parecidos, mas não tenho um autor específico.

Letícia –Tens projetos literários em andamento? Estão vindo 

novos livros infantis por aí?

Maíra – Saiu do “forno” recentemente o livro Dandara e a Princesa 

Perdida, editado pela Compasso Lugar-cultura em parceria com a Imprensa 

Livre. Também escrito a partir de uma pergunta maravilhosa, mas 

desconcertante da minha filha Dandara: Mãe, por que não existem 

princesas negras? 
Dandara, filha de pai negro e de mãe branca, é uma menina mestiça que 

começou a questionar sobre aspectos ligados às suas origens e à sua 

identidade. As histórias de princesas mais conhecidas são de matriz 

europeia e trazem personagens de pele branca e cabelos claros e isso a 

despertou para este questionamento. Esta pergunta não é parte somente 

do mundo da Dandara, mas de muitas outras meninas e também de meninos 

que querem conhecer princesas, príncipes e heróis negros. Nesta 

história procurei trazer, além de informações sobre a África, elementos 

presentes nos contos africanos, que recentemente chegam às nossas 

prateleiras. Li muitos contos africanos, tive contato com autores 

maravilhosos como Celso Cisto, Rogério Andrade Barbosa, Júlio Emílio 

Braz. Estou adorando este universo.









Maíra pergunta.  Letícia responde.



 Maíra – Letícia, o que te levou a escrever para crianças?

Letícia – Ainda bem pequena, descobri minha paixão pelas palavras e pelas histórias. Meus pais eram grandes incentivadores da leitura. Creio que desse prazer que a leitura me proporcionava surgiu a vontade de inventar minhas próprias histórias. Com 7 anos fiz meus primeiros livrinhos, que elaborava amorosamente para presentear os parentes e amigas de escola. Já adulta, a literatura infantil continuou a ser uma paixão, e assim as primeiras narrativas que escrevi foram para crianças. Hoje também escrevo pequenas prosas, crônicas e poemas “adultos”.

Maíra – Como autora, tu participas de muitas feiras do livro, nas quais tens o contato direto com o público. Como trabalhas as tuas histórias com os pequenos leitores?

Letícia – O “Eu e você, aqui e lá!” permite diferentes abordagens, indo do tema da diversidade cultural e da tolerância entre os povos à reflexão mais próxima das crianças, as diferenças dentro da própria sala de aula e como lidar com elas. Costumo mostrar imagens do Marrocos e dos berberes, para aguçar a curiosidade dos pequenos e a vontade de conhecer hábitos e culturas distintos dos nossos.
O “Corre, Pedro, corre!” fala de um menino como tantos que vemos hoje, um pequeno executivo cumpridor de tarefas, sem tempo para brincar. Há uma crítica de fundo (e uma autocrítica) ao ritmo frenético que acabamos por impor aos nossos filhos desde cedo. Me surpreendi, ao visitar escolas em cidadezinhas pacatas, onde imaginei que as crianças não se identificariam com a rotina do Pedro. Mas de um modo ou de outro se identificam, muitas vezes porque fora do horário de escola devem ajudar os pais em casa ou no trabalho.

Maíra – O livro “Eu e Você, Aqui e Lá” trata de um tema bastante importante e atual que é o respeito às diferenças. Como surgiu a inspiração para escrever esta história?

Letícia – A questão da diversidade cultural, e mais especificamente os temas do pluralismo e do universalismo cultural, desde uma perspectiva da Filosofia do Direito, foram objeto de estudo durante meu doutorado na Itália. Então, era (e ainda é) um tema caro para mim, e que estava muito presente quando eu e meu marido viajamos ao Marrocos. Conheci alguns vilarejos berberes a caminho do deserto, onde conversei com as crianças e travei contato com aquela cultura. Assim nasceu a ideia para a história, unindo uma reflexão que eu fazia naquele período com a experiência concreta da viagem. No livro, o menino brasileiro sente um estranhamento inicial diante do menino berbere, que gradualmente dá lugar à percepção de que há também coisas em comum entre eles, gerando a empatia e a vontade de amizade.


Maíra – As ilustrações são parte essencial de um livro infantil. Como dialogas com o ilustrador durante a elaboração do livro?

Letícia – Meus dois livros infantis foram ilustrados pelo Gabriel Demarchi, com projeto gráfico do Gustavo Demarchi. Fiquei muito feliz com a nossa parceria, e quis que eles criassem em plena liberdade, sem intromissões minhas. Mas tive o prazer de poder acompanhar a criação das ilustrações e dialogar com eles durante o processo. Para o “Eu e você, aqui e lá!”, que aborda o Marrocos e os povos berberes, emprestei a eles um livrão de fotografias que adquiri durante viagem ao país, e que, segundo ambos, foi bem interessante  para se familiarizar com aquele cenário.

Maíra – Tens algum projeto em andamento? Está saindo livro novo para a gurizada?

Letícia – Tenho alguma coisa pronta, e no momento estou finalizando uma história para crianças que aborda o tema da perda, da finitude e da memória. Foi uma história que custou a sair, a encontrar seu tom e forma, mas agora está quase pronta. Tenho alguns esboços para narrativas juvenis, às quais pretendo me dedicar no ano que vem.





terça-feira, 23 de outubro de 2012

AEILIJ na 58a. Feira do Livro de Porto Alegre

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