PLENÁRIO
20/11/2008 - 11h27
Sessão especial do Senado lança 1º Pacto Global pela Cidadania da Infância
O 2º vice-presidente do Senado, Alvaro Dias, abriu há pouco a sessão especial que promoverá o lançamento do 1º Pacto Global pela Cidadania da Infância. O objetivo do pacto é fazer com que brasileiros e organizações ligadas aos direitos humanos e à educação promovam o exercício da cidadania na infância para crianças de 6 a 13 anos de idade.
As senadoras Fátima Cleide (PT-RO) e Marisa Serrano (PSDB-MS) e os senadores Wellington Salgado (PMDB-MG), Flávio Arns (PT-PR), Valter Pereira (PMDB-MS), Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e Renato Casagrande (PSB-ES) propuseram a sessão especial.
A iniciativa dos parlamentares, segundo os princípios do pacto, indica o compromisso de promover meios para o exercício dos direitos da cidadania na infância, conforme determinam a Carta das Nações Unidas, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC) e a própria Constituição brasileira.
Leia o pacto na íntegra, aqui.
Fomte: Agência Senado
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=80823&codAplicativo=2
sábado, 22 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Click da feira de POA IV

Do fundo, à esquerda, para a frente: Lenice Gomes, Ellen Pestili, Caio Riter, Marilia Pirillo, Gabriela Gibrail (FLIPinha), Sissi, Luís Dill, Hermes Bernardi, Peter O'Sagae (Dobras da leitura), Celso Sisto.
Do fundo, à direita, para a frente: Vitor Diel, Tati Moés, Rosana Rios, Anna Claudia, Elaine Maritza. E a equipe da revista on-line Dobras da leitura: Daniela Padilha, Renata Nakano e Luiz Sposito.

Socorro Acioli, Anna Claudia, Peter O'Sagae, Luiz Sposito e Hermes Bernardi Jr.
Ciranda para Elias José
Histórias no céu da boca

Dia 09/11, na Arena das histórias, o bate-papo descontraído sobre processos de criação e curiosidades a respeito de peculiaridades de cada um sobre algns de seus títulos pubblicados foi com Caio Riter, Rosana Rios, Anna claudia Ramos e Celso Sisto. No dia 02 a entrevistada de Hermes Bernardi Jr, foi a escritora Helô Bacichette.
Click da feira de POA III
Escritor Caio Riter fala aos seus leitores no Autor no palco
O escritor e contador de histórias Ilan Brenman, curtindo o pôr-do-sol no Guaíba
Os escritores Rogério Andrade Barbosa e Celso Sisto junto da escritora Benita Prieto, na mesa do Seminário A Arte de contar histórias
O escritor Carlos Urbim, o escritor Luis Paulo Faccioli (Presidente AGES) e a escritora Christina Dias (núcleo infantil e juvenil AGES)
Bate-papo na Casa do Pensamento: Luiz Dario Bernal e Hermes bernardi Jr.
O escritor Rogério Andrade Barbosa em visita ao Espaço AEILIJ/Sala dos autores
Hermes e Sérgio Alves (Ed. Larousse)
Águeda (Ed. Salesiana), o escritor colombiano Luiz Dario Bernal, a escritora Georgina Martins e a amiga e devoradora de livros Ana Paula (Roedores de livros)
Gente bacana que dá o apoio necessário: Andréia, Mariana e Fabrício.
O escritor e ilustrador Celso Sisto e o escritor Hermes Bernardi Jr.
O escritor Luiz Dario Bernal, Mariana (produção da Feira de POA) e Hermes (Coord. AEILIJ-RS)
As escritoras, Lenice Gomes, Georgina Martins e Socorro Acioli.
Gabriela Gibrail fala sobre a FILPinha
Escritoras e escritores Jacira Fagundes, Maira Knopp, Marô Barbieri, Magda, Dilan Camargo e Tiago Melo Andrade.
Hermes e o escritor e designer gráfico Guto Lins.
domingo, 9 de novembro de 2008

O Estado de S.Paulo/Caderno 2 - 7/11/2008
Rosely, Goldfarb, votantes da Câmera Brasileira do Livro. Foi maravilhoso ser o vencedor neste ano de comemoração máxima do Jabuti. Foi maravilhoso vencer em literatura infantil que precisa tanto dos olhares de todos, ela é a base, ganhou visibilidade maior.
Ignácio Loyola Brandão
Vencedor do Livro do Ano - Ficção,
do Prêmio Jabuti.
Click da Feira de POA II
O escritor e ilustrador Celso Sisto fala aos organizadores de feiras de livros do RS
Ilustradora Laura Castilhos e Anna Claudia Ramos (presidente AEILIJ) durante o encontro da Confraria Reinações na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre
Marô Barbieri, Thiago de Melo, Rosana Rios, Caio Riter, Christian David e Luís Dill no lançamento do livro antes do ponto final, organizado por Caio Riter
Hermes, Anna Claudia, Gabriela (Coord. Flipinha), Lenice Gomes e Thiago de Melo Andrade confraternizando após um dia inteiro de trabalho prazeroso
Os escritores Cláudio Levintan, Beatriz Abuchaim e Hermes (AEILIJ-RS)
Elaine Maritza (Artes e Ofícios), Izabel (Confraria das letras em braile) e o escritor e compositor Cláudio Levitan
Escritora Léia Cassol conta histórias no QG dos pitocos
O escritor Thiago de Melo Andrade, Anna Claudia, Sônia Zanchetta (CRL), Ana Terra (de azul) ao lado de sua mãe, e Hermes
Os escritores Daila Costa e Luiz Antonio Aguiar no Espaço AEILIJ/Sala dos autores.
A escritora Luciana Savaget em visita ao Espaço AEILIJ
Hermes, Léia Cassol, Marilia Pirillo, Anna e Julio Emílio Braz entre uma atividade e outra na Área Infantil.
Luiz Antonio Aguiar fala para uma multidão de leitores curiosos no Teatro Sancho Pança, durante o Autor no Palco.
Débora (Aprende Brasil Sul), Hermes e Anna Claudia Ramos, na Deck da leitura, durante sessão de autógrafos de Anna.
Escritora e ilustradora Marilia Pirillo conta Papo de Papinho, de Gláucia de Souza e ilustrado por ela no QG dos Pitocos.
Hermes, Anna, Gabriela (Coord. Flipinha), a escritora Lenice Gomes e Tiagho de Melo Andrade confraternizam após um dia todo de trabalho.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Notícias da Feira
06.11.2008
Anna Cláudia Ramos conta como tudo começou
As crianças que estiveram no Teatro Sancho Pança, assistindo O Autor no Palco, conheceram um pouco mais da trajetória da escritora Anna Cláudia Ramos. Na ocasião, os pequenos também puderam fazer perguntas relacionadas às obras da autora.
A carioca Anna falou, para os pequenos amantes da leitura, que desde pequena gostava de brincar de faz de conta e que, esse, era o primeiro sinal de que seria escritora. “Tudo o que a vida não me dava, eu inventava”, relembra. A idéia de se tornar escritora foi intensificada, ainda criança, quando leu A Bolsa Amarela. Segundo ela, a personagem principal que se chamava Raquel queria escrever um livro, grande e menino. “Acho que pelo fato de ver meu irmão se divertindo, querer me tornar grande e amar redação fizeram com esses conceitos ficassem registrados na minha memória”, conta.
Depois, essa paixão pela escrita ficou adormecida, até que, na adolescência voltou com força total. Anna decidiu então cursar Letras na PUC do Rio de Janeiro. Neste tempo, decidiu que direcionaria suas obras para a literatura infantil e juvenil, porque considerava um desafio conseguir se comunicar com esse público.
Entre as obras de Anna destacam-se a coleção Todo mundo tem.... dividida em Casa, Medo, Família e Amigo voltado para crianças. Já sempre por perto é destinado aos adolescentes e centrado no tema da homossexualidade juvenil.
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06.11.2008
Ducha das Letras recebe Cristian Davi
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Autor de livros como “Mão Dupla” e “O Rei e o Camaleão”, Christian Davi conversou com estudantes na Ducha das Letras sobre suas obras e a importância da leitura. “Acostumem-se a ler aquilo que não estão acostumados a ler, a se proporem desafios diferentes”, recomendou.
Entre ouras dicas para os jovens, Davi aconselhou a platéia que obras como “Guerra dos Mundos”, “Diário da Princesa” e “Harry Potter” são ótimas opções para os jovens. “O importante é experimentar e ler aquilo que se gosta”, afirmou. Sugeriu, ainda, autores de literatura infanto-juvenil como Marcelo Carneiro da Cunha, Caio Riter e Luis Dill.
Sobre a obra Mão Dupla
Após um infeliz acontecimento, o jovem Tiago tem sua vida transformada. Ao ver-se diante - ou no centro - de tantas transformações, precisa buscar uma forma de entender o que a vida lhe tirou. Precisa encarar o dia-a-dia de um jeito diferente. Novo olhar sobre o já vivido? Ao buscar(-se), encontra novos caminhos e uma surpresa boa: há muitas possibilidades de ser, de viver, de se relacionar com os outros e de olhar para si mesmo.
Numa narrativa rápida, o autor revela toda a angústia de um adolescente que precisa encarar a vida à bordo de um corpo diferente, corpo no qual falta um pedaço. Esse, o “grilo”: em plena adolescência, fase de inseguranças e dúvidas, Tiago precisa enfrentar, ainda, o medo de não ser aceito e de não conseguir encontrar seu lugar no mundo.
Fonte: Divulgação/ Feira do livro
Anna Cláudia Ramos conta como tudo começou
As crianças que estiveram no Teatro Sancho Pança, assistindo O Autor no Palco, conheceram um pouco mais da trajetória da escritora Anna Cláudia Ramos. Na ocasião, os pequenos também puderam fazer perguntas relacionadas às obras da autora.
A carioca Anna falou, para os pequenos amantes da leitura, que desde pequena gostava de brincar de faz de conta e que, esse, era o primeiro sinal de que seria escritora. “Tudo o que a vida não me dava, eu inventava”, relembra. A idéia de se tornar escritora foi intensificada, ainda criança, quando leu A Bolsa Amarela. Segundo ela, a personagem principal que se chamava Raquel queria escrever um livro, grande e menino. “Acho que pelo fato de ver meu irmão se divertindo, querer me tornar grande e amar redação fizeram com esses conceitos ficassem registrados na minha memória”, conta.
Depois, essa paixão pela escrita ficou adormecida, até que, na adolescência voltou com força total. Anna decidiu então cursar Letras na PUC do Rio de Janeiro. Neste tempo, decidiu que direcionaria suas obras para a literatura infantil e juvenil, porque considerava um desafio conseguir se comunicar com esse público.
Entre as obras de Anna destacam-se a coleção Todo mundo tem.... dividida em Casa, Medo, Família e Amigo voltado para crianças. Já sempre por perto é destinado aos adolescentes e centrado no tema da homossexualidade juvenil.
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06.11.2008
Ducha das Letras recebe Cristian Davi
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Autor de livros como “Mão Dupla” e “O Rei e o Camaleão”, Christian Davi conversou com estudantes na Ducha das Letras sobre suas obras e a importância da leitura. “Acostumem-se a ler aquilo que não estão acostumados a ler, a se proporem desafios diferentes”, recomendou.
Entre ouras dicas para os jovens, Davi aconselhou a platéia que obras como “Guerra dos Mundos”, “Diário da Princesa” e “Harry Potter” são ótimas opções para os jovens. “O importante é experimentar e ler aquilo que se gosta”, afirmou. Sugeriu, ainda, autores de literatura infanto-juvenil como Marcelo Carneiro da Cunha, Caio Riter e Luis Dill.
Sobre a obra Mão Dupla
Após um infeliz acontecimento, o jovem Tiago tem sua vida transformada. Ao ver-se diante - ou no centro - de tantas transformações, precisa buscar uma forma de entender o que a vida lhe tirou. Precisa encarar o dia-a-dia de um jeito diferente. Novo olhar sobre o já vivido? Ao buscar(-se), encontra novos caminhos e uma surpresa boa: há muitas possibilidades de ser, de viver, de se relacionar com os outros e de olhar para si mesmo.
Numa narrativa rápida, o autor revela toda a angústia de um adolescente que precisa encarar a vida à bordo de um corpo diferente, corpo no qual falta um pedaço. Esse, o “grilo”: em plena adolescência, fase de inseguranças e dúvidas, Tiago precisa enfrentar, ainda, o medo de não ser aceito e de não conseguir encontrar seu lugar no mundo.
Fonte: Divulgação/ Feira do livro
Click da Feira de POA
Registro fotográfico I - Na Sala dos autores/ Espaço AEILIJ
Entre uma e outra atividade dos inúmeros escritores e ilustradores de literatura infantil e juvenil que percorrem a Área Infantil do Cais do Porto, sempre há tempo para uma boa conversa, um oi apressado, e claro, tempo para uma foto e sorrisos de traços e letrinhas.

Dodô Azevedo, Eliana Martins e Hermes Bernardi Jr.

Fabrício, Adriana, Dodô e Eliana

Hermes, Elaine Maritza (Artes & Ofícios) e Eliana
Entre uma e outra atividade dos inúmeros escritores e ilustradores de literatura infantil e juvenil que percorrem a Área Infantil do Cais do Porto, sempre há tempo para uma boa conversa, um oi apressado, e claro, tempo para uma foto e sorrisos de traços e letrinhas.
Dodô Azevedo, Eliana Martins e Hermes Bernardi Jr.
Fabrício, Adriana, Dodô e Eliana
Hermes, Elaine Maritza (Artes & Ofícios) e Eliana
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Prêmio Açorianos de Literatura

A Secretaria Municipal da Cultura divulga os finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura - 15ª edição – nas oito categorias literárias. A partir de agora a comissão julgadora escolherá o vencedor em cada categoria, além do livro do ano, dos destaques em mídia radiofônica, digital e impressa, e projeto de incentivo, promoção e divulgação da literatura, bem como das categorias não literárias. O resultado será divulgado na Noite do Livro marcada para o dia 15 de dezembro.
Nas categorias de literatura para crianças, os indicados são:
Categoria LITERATURA INFANTIL
Título: Brincriar, Dilan Camargo, editora Projeto.
Título: O Circo Mágico, Alexandre Brito, editora Projeto.
Título: Sai Pra Lá!, Ana Terra, editora Larousse Júnior.
Categoria LITERATURA INFANTO-JUVENIL
Título: Diogo e Diana em: Meu vizinho tem um Rottweiler (e jura que ele é manso...), Tabajara Ruas e Nei Duclós, editora Galera Record.
Título: Olhos Vendados, Luís Dill, editora DCL (Difusão Cultural do Livro).
Título: Uma colcha muito curta, Sérgio Capparelli, editora L&PM.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Abertura oficial conta com criticas à falta de apoio

Ocorreu na noite desta sexta-feira, no Teatro Sancho Pança, no Cais do Porto, a abertura oficial da 54ª Edição da Feira do Livro. A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades e personalidades do mundo dos livros. “Tenho muita alegria em abrir esta edição da Feira, que acontece graças aos apoiadores e a todos que ajudam a carregar o piano”, declarou o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, João Carneiro. Ele lembrou do desafio em colocar em prática a Feira, apesar da escassez de recursos para o apoio. Carneiro citou também Pernambuco, o Estado homenageado, que contou com a presença do escritor e secretário estadual da Cultura, Ariano Suassuna, e Colômbia, o País destaque. O patrono da 53ª edição da Feira, Antônio Hohlfeldt, se disse honrado em transmitir o título ao escritor Charles Kiefer. “Fui um dos primeiros críticos de Kiefer, e muito me honra transmitir (o cargo de patrono) a ele, que se tornou um grande escritor”.
Hohlfeldt fez duras críticas ao governo do Estado e à Prefeitura pela falta de recursos para o evento, deixando claro que a Feira “não precisa de esmolas”. “Proponho que a Feira do Livro, que tem mais idade do que qualquer membro de qualquer conselho, seja incluída em definitivo no calendário do Estado e da Prefeitura”, protestou. Kiefer lembrou de sua primeira experiência em uma feira de livro, há quase meio século, no qual recebeu de presente dinheiro para comprar três obras, e, desde então, se apaixonou pelo universo da literatura. “Sou exacerbado por este mundo de escritores e poetas, e sonhei com um mundo pessoas que amam os livros e as ruas cheias de livrarias”, afirmou.
O secretário de Estado Cultura de Pernambuco, Ariano Suassuna, em seu discurso, insistiu para que o Rio Grande do Sul seja o Estado homenageado na Bienal do Livro no Estado nordestino, em 2009. A governadora e o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro receberam das mãos de um dos organizadores da Bienal, Rogério Robalinho, o convite oficial para a participação gaúcha. Yeda confirmou: "Levaremos uma caravana para o Recife".
Assessoria de Imprensa da Feira do Livro
KCS Projetos em Comunicação
domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Vice-versa de novembro

Celso pergunta. Helô responde.
Celso - Qual é a sua necessidade de ser escritora?

C- Escrever é uma decorrência do contar histórias (oralmente), na sua vida? Como essas coisas se influenciam?
H - Minhas experiências como contadora de histórias me ajudam a inventar em mim algo novo como escritora.Quando era criança escrevia na minha cabeça, inventava personagens que brincavam com outros personagens das histórias que lia ou das histórias que me contavam. Criava diálogos com animais, seres imaginários e extra-terrestres que faziam parte do enredo de minhas histórias de cabeça: Sei uma história. Só que é de cabeça. Querem escutar?- perguntava para as outras crianças. Outras vezes estava metida em alguma apresentação de teatro, participando da bandinha da escola ou cantando no clube.Era uma inventadora de moda, como dizia minha mãe. Demorou um pouco, mas um dia entendi que meu jeito de fazer arte tinha a ver com a palavra.Contando histórias consigo resgatar elos com minha natureza poética e com minha contadora ancestral.

C - Eu percebo que o seu texto tem uma grande carga lírica. Você busca mesmo isso em todos os seus textos? Por quê?

C - Você tem escritores modelos? Quem são eles? Diga-nos o quê deles influencia ou aparece em sua obra.
H - Leio muita poesia, desde sempre! Li muito Casimiro de Abreu e Olavo Bilac. A obra de Cecília aparece em primeiro lugar na relação dos preferidos. Gosto muito dos poemas do Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e Mario Quintana. Aprendi muito lendo Elias José, Roseana Murray e Bartolomeu Campos de Queirós. Abro um parênteses, para falar da obra de Elias José,porque foi ela que ( ou ele) quem mais influenciou meu trabalho com literatura infanto-juvenil.O primeiro poema deste maravilhoso ( e inesquecível) poeta que conheci foi “O segredo”. Na verdade “ouvi” o poema na voz de um conhecido locutor de rádio aqui de Caxias. Minha emoção foi tão grande que nunca mais parei de ler seus poemas. “O segredo” que ouvi foi a revelação de que a boa poesia não tem idade e fala para todos: pequenos, médios ou grandes. O segredo fala da magia da invenção. Elias era um poeta que gostava do som das palavras, do seu gosto, cheiro ou cor. Ele conversava sorrindo. E, muito mais do que só falar, Elias fazia e vivia.Era um menino-poeta. Um criador de sonhos e fantasia: “Eu sei fazer poesia escrevendo, jogando e brincando com as palavras.”- dizia.Aprendi com ele que o simples é o belo. A obra de Elias revela os sentimentos humanos. E, através de arranjos de sons, ritmos e imagens, a poesia de Elias nos leva a percorrer caminhos mágicos e (como requer algo que tem vida) repleto de energia. Um dos seus compromissos com a literatura sempre foi o de garantir o espaço para a boa poesia na escola. Certamente ele conseguiu manter-se fiel a sua causa quando deixa um legado para a Literatura Brasileira com obras que garantem a emoção que o texto poético pode suscitar, textos que encantaram e continuarão encantando leitores de todas as idades.
C - Como você lida com o público leitor e com a crítica? Afinal, o que você considera sucesso nesta relação com público e crítica? O que você tem aprendido com isso, para o seu ofício de escrever?

Helô pergunta. Celso responde.
Helô - Como funciona teu processo de invenção de histórias? De onde vem o material de teus textos? De experiências vividas, da realidade ou da imaginação?

H - És considerado um dos mais importantes contadores de história do Brasil, com uma trajetória de muitos anos dedicados a pesquisa e a arte de contar histórias. Conta para nós como tudo começou, qual a vinculação e qual a importância que tem a contação de histórias para tua produção literária?
C - Puxa, esse seu comentário me dá um medo danado! Eu quero fazer coisas de qualidade, eu me preocupo com isso. Sou extremamente exigente com o meu trabalho. Mas a qualidade está ligada ao estudo, à prática, ao exercício, ao fazer, refazer, fazer muitas vezes. Nada cai do céu, pelo menos pra mim. Eu tenho que me dedicar muito, ler muito, ler sempre! Cada vez mais e melhor! Acredito que quanto mais a gente lê e estuda, melhor a gente consegue penetrar nas lacunas, nas dobras, nas camadas de um texto! Também acredito que o grande segredo é não ter pressa... Mas tudo começou com o teatro. Eu sou oriundo do teatro, me formei primeiro em Artes Cênicas, trabalhei alguns anos como ator profissional e só então, quando fui fazer uma Especialização em Literatura Infantil e Juvenil é que descobri a arte de contar histórias, assim, do jeito que a gente entende ela hoje! Então, fui trabalhar na FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e lá criamos o grupo Morandubetá (muitas histórias em tupi-guarani) e estamos juntos até hoje, eu, a Lúcia Fidalgo e a Eliana Yunes, um pouquinho depois a Benita Prieto entrou no grupo. Bom, então, esses anos todos (estamos juntos há quase 20 anos!) contando histórias oralmente e lendo enlouquecidamente, fui me alimentando de tudo isso! Acho até que meus primeiros textos são muito “fundados” nas histórias que eu contava lá no começo deste trabalho de contador de histórias. Essa oralidade está presente no meu texto escrito, o ritmo das minhas histórias nascem da oralidade. Eu leio tudo em voz alta, quando estou escrevendo. Pra mim é a melhor maneira pra perceber o que está “empolado”, o que está sobrando, o que está faltando... Sou um escritor de ouvido!
H - Que lugar dirias que a literatura infantil ocupa dentro da literatura brasileira? Na tua opinião, existe preconceito em relação ao conto infantil?

H - Tua obra conta com mais de trinta livros publicados, muitos deles premiados.Te sentes reconhecido pelos teus pares (pelos grandes) e pela crítica?
C - O maior reconhecimento é sempre o do leitor, das crianças e dos jovens, afinal, eles são o meu público, é com eles que quero me comunicar preferencialmente. Não escrevo pensando em prêmios, em reconhecimentos extra-literários”, etc., escrevo para ser lido pelas crianças e pelos jovens. Mas é sempre bom trocar com as pessoas que estão na mesma área, ter o carinho dos nossos amigos escritores ou dos escritores que a gente admira, etc., não para alimentar vaidades, mas para servir de estímulo, de “força”, de incentivo! Quando um livro nosso é premiado, claro que a gente fica feliz! Mas isso tudo é importante na medida que sela o nosso compromisso com o fazer e com a qualidade! Um prêmio, um “sucesso”, sempre obrigam a gente a fazer igual ou melhor! E isso é muito bom! O compromisso com a qualidade leva a buscas mais profundas, mais comprometidas com o alargamento dos estudos, das leituras, das pesquisas! Quanto à crítica, continuo sempre defendendo maior espaço para a crítica especializada, seja em que veículo for! O espaço dedicado à crítica de literatura infantil é ínfimo na mídia!!!! Quase inexistente!
H - Como tem sido a experiência de ser escritor e ilustrador de livros infanto-juvenis?
C - Eu sempre me vi mais como escritor! Ilustrar é muito bom! Poder brincar com as imagens, experimentar guiar a leitura e dialogar com o texto! Nossa, isso é um prazer enorme! Mas eu sou antes de tudo, um escritor! Ilustro pouco, e tenho ilustrado só alguns dos meus livros . Nunca tive coragem de ilustrar livros de outras pessoas, acho uma responsabilidade muito grande! Pra mim, o que nasceu de um desafio, acabou gerando uma busca de qualificação sempre maior. Explico: o primeiro livro que ilustrei nasceu de uma provocação... Um editor me disse: “hoje em dia um monte de ilustradores viram escritores, mas o contrário é muito difícil, quase impossível! Por que você não tenta quebrar a lógica disso?”. Fiquei com esse desafio na cabeça. Eu tinha estudado pintura uma boa parte da minha vida (não profissionalmente, que dizer, não como uma busca profissional ou acadêmica!), gostava muito, tinha esse desejo de querer experimentar no papel. Quando as ilustrações do meu livro “Francisco Gabiroba Tabajara Tupã” (que estavam sendo feitas por outra pessoa) não foram aprovadas nem por mim, nem pelo editor, senti que era hora de tentar. Pedi ao editor que me deixasse fazer umas “pranchas” para ver se ele aprovava! Fiz, ele aprovou, o livro ficou entre os 10 finalistas do prêmio Jabuti, na categoria de ilustração de livro infantil de 1999, e eu ganhei o prêmio de ilustrador revelação naquele ano, pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Isso foi um incentivo e tanto!

H - Percebe-se na tua obra uma forte presença do folclore. Isso vem de tuas viagens, de pesquisas como “Cavaleiro andante”?

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